quinta-feira, 22 de março de 2012


Eu penso que tudo poderia ser mais fácil, mas parece que eu escolhi viver da forma mais difícil possível...

“O planalto coberto de neve.”

Sabe quando cada escolha que você faz têm uma grande chance de dar errado? É assim que eu me sinto, como se o
objetivo da minha vida fosse ser rei. Parece que eu não fui feito para a vida que eu escolhi, minha constituição física e mental é um obstáculo para eu ser eu, entende?

“O rio quase congelado ainda fazia o barulho das águas correndo.”

Eu simplesmente não posso ficar com as coisas que eu tenho, elas
quebram, param de funcionar, eu tenho que vender... Não da pra planejar um futuro contando com as minhas coisas. Queria acreditar que as dificuldades existem apenas na minha cabeça.

“Quase não
havia folhas nas árvores, e o verde que ainda existia era de um escuro quase negro.”

Muitas vezes eu pensei em simplesmente em ir embora, sumir no mundo, a pé mesmo, sabe? Essas loucuras repentinas que vem na mente, muitas vezes
quase dei ouvidos a elas. Sabe quando tudo perde tanta razão e sentido que você acha que não pertence mais a sua vida? É assim que eu me sinto as vezes.

“Era uma tarde iluminada pelo sol, apesar do vento frio”

Cada vez que saio do meu quarto tenho que vestir uma armadura e uma mascara, tudo isso pra enfrentar uma sociedade da qual eu nunca senti que fazia parte.

“E lá, próximo ao rio, antes das
árvores, a cabana, feita de peles e couros."

Mas sabe quando você esta nadando contra a corrente, aos olhos de todo mundo parece um absurdo, e você continua dando braçadas, tentando respirar, todo mundo te olhando e te achando louco, e você continua mesmo assim, só que então você começa a se questionar também, até que uma
voz que você não sabe de onde vem, começa a te incentivar, diz pra você continuar porque ela esta com você. Então eu nadei, cada vez em que pensei em desistir, a voz branda me dizia pra continuar, pra não me desviar, pra não desistir porque era ela quem me conduzia, eu precisava acreditar que chegaria num lugar onde tudo faria sentido, onde eu entenderia quem eu sou, então eu nadei, até meus braços doerem, mesmo assim eu nadei.

“E sobre as peles brancas que forravam o chão, o homem sentado, seu olhar sério e compenetrado se perdia no
vazio, apesar da aparência ele estava muito feliz, era ali que queria estar agora, sua faca bem afiada e sua cadela, eram as companias na aquela tarde, seu olhar se perdia por que pensava nas coisas que havia aprendido e ouvido, estava quase na hora de voltar, pessoas sentiam sua falta, estava ali há quase um mês ouvindo a voz que lhe salvará há algum tempo atrás, a voz de Deus era tão branda nessa tarde quanto fora naquele rio. Precisava decidir agora pra onde iria, essa tarde teria outra conversa longa com seu amigo que lhe tirou da tribulação.”